Os anos andam como se corressem,
As nossas memórias crescem enquanto o nosso tempo escassa,
As águas reflectem cada vez mais os nossos sonhos,
Porque sonhámos mais do que a nossa mente capta!
A pureza da nossa visão está turva,
Não apanhámos sequer uma gota de chuva a cair,
Apanhámos muitas, e quando notámos,
O chão já está molhado, e não há por onde fugir...
Porque não vemos as cores que tornam a morte bela?
Será por acaso que as folhas mudam de cor no Outono?
Ou que elas caem? Elas transformam-se em liberdade,
Correm de mãos dadas com o vento, pintando o chão com a sua cor!
Cor essa que vemos nos olhos de uma criança,
Sonhos que perseguimos pelo desconhecido
Agora temos medo...mas o que mudou?
